Sobre Plano Diretor: é sério ou não?

Sabe-se, de antemão, como já veiculamos neste site, ser obrigatória a revisão do Plano Diretor das cidades de 10 em 10 anos. E aqui não aconteceu. Até pior: o prefeito anterior mandou para a Câmara e o atual pediu sua retirada a fim de "atualizá-lo" e "adaptá-lo". Nada houve. 

Entrevista de Edson Kratz há um ano contraria o que se faz hoje com o Plano Diretor. A saber se as projeções e conjecturas do secretário à época - falando em nome do governo - valem ou não. Ou se falou por falar ou para o vento. Por uma ou outra, fica-se devendo ação prática.

Em 17 de abril de 2017, em entrevista ao Página 3, dizia Edson Kratz:

a) Os limites constantes no projeto de revisão do Plano Diretor - elaborado em 2016 - deverão ser mantidos na proposta que o governo Fabricio Oliveira apresentará à Câmara de Vereadores nas próximas semanas.

b) As propostas que estão na Câmara são produto de ampla discussão em audiências públicas e Kratz disse que essa vontade manifestada pela comunidade não deverá ser alterada.

c) As maiores discussões nos bairros foram os limites construtivos, quanto pode ser construído em cada região. De maneira geral a proposta é restritiva, poucos apartamentos em prédios pequenos e qualificados.

d) Para essa equação funcionar e o caixa da prefeitura continuar superavitário, as construções nos bairros precisam ser limitadas e de qualidade.

e) Se a periferia inchar com moradores de baixo poder aquisitivo o modelo entra em colapso e o Plano Diretor é o principal instrumento para evitar isto.

f) O secretário Kratz disse que uma revisão das propostas que estão na Câmara é necessária porque considera que o diagnóstico sobre a cidade que balizou as discussões comunitárias era desatualizado e limitado.

g) O secretário Edson Kratz disse que é necessária uma revisão para debater as estratégias de desenvolvimento da cidade, levado em conta quatro eixos: quanto e como vamos crescer e desenvolver; das novas vocações econômicas, das políticas bem definidas de um novo comportamento ambiental e a preparação da cidade para um sistema de transporte coletivo.

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Se é isto mesmo e a confiar no que disse Edson Kratz, técnico respeitado, e não se cumpriu, esperar o quê? Quais são os entraves?