Rotativo só lá por outubro

A audiência pública de apresentação do novo sistema de estacionamento rotativo na Câmara de Vereadores levou pouco público. O espaço foi ocupado, na maioria, por servidores da prefeitura e do próprio legislativo. Como sempre, interesse mínimo de ouvir e sugerir. Saberão reclamar depois.

A área de abrangência deve ser entre as ruas 1931 e 3100, ampliando em mais de 100% o número de vagas em relação ao último sistema – de 1.360 para 2.800.

A concessão deverá ser por 15 anos para compensar o investimento da empresa vencedora, devido aos equipamentos necessários para a modernização e funcionalidade do sistema.

Há muito sugerimos aqui a existência de vagas mais baratas à medida da distância da região mais central – caso das avenidas Atlântica e Brasil e transversais entre elas em relação às demais e é o que prevalecerá, segundo informação. Melhor assim. Tem muito de sensatez e funcionalidade.

Igualmente encurtou-se a abrangência em relação ao fracassado edital anterior – indo até a Rua 3100 ao invés da 3900, na Brasil. Menos mal. No sistema anterior ia até a rua 2000.

Ainda faltam consultas técnicas ao Tribunal de Contas do Estado e a publicação do edital, com previsão de funcionamento em outubro, se tudo correr bem.

O advogado Juliano Cavalcanti acha que é preciso evitar precipitações, cortando caminho ante os mesmos problemas. Ele tem razão, embora o seu conselho pouca resolva pelo açodamento demonstrado noutras ocasiões pela administração.

O vereador Leonardo Piruka insiste na sua sugestão de se instituir estacionamento controlado livre, só punindo o infrator após uma hora de permanência. O controle seria improvável e mais complicado. De graça, além disso, nada mais funciona.

Há quem questione o fato de espaço público estar sendo usado para lucro da iniciativa privada, no caso a administradora do sistema. Em tese é verdade, mas outros serviços cuja execução é impossível e nem é barato serem feitos através do poder público, só podem ser terceirizados para funcionar. A limpeza urbana e a coleta de lixo são duas delas, por exemplo, fato comprovado por precedentes recentes e mais antigos.

Fosse assim, teríamos que reverter o uso da orla por quiosques e churreiros e o uso de passeios públicos para bares e restaurantes da orla instalar seus deques, fechando-os por completo ao uso popular.

A cidade vive outra expectativa num problema aparentemente fácil de resolver, se olharmos a funcionalidade de outras cidades. Mas aqui é Balneário e isto encerra a conversa.

(FOTO DE ARTHUR MIRANDA)