Segurança: mais com menos

Presença do comandante geral da PM de Santa Catarina, coronel Araújo Gomes, num café da manhã promovido pelo Conselho Municipal de Turismo e presença também do delegado regional da Polícia Civil de Balneário Camboriú, David Tarcísio Queiroz de Souza e participação do comandante Evaldo Hoffmann e seus comandados, além de vereadores, do vice-prefeito Carlos Humberto Silva - representando o prefeito Fabrício Oliveira - e imprensa, serviu para uma primeira conversa sobre segurança pública na cidade e região.

Informações interessantes da conversa:

Hoje, a PMSC tem um efetivo de pouco mais de 10 mil soldados. Em 1987, com 40% da população de hoje, possuía 13 mil. Nesses 31 anos passados, vivemos sob efetivos reduzidos, não só na PM como também na Polícia Civil, conforme relatou o delegado regional. O bom foi ouvir de ambos que isso, por ser algo da estrutura, não impede um trabalho de qualidade, associando elementos tecnológicos e científicos, acelerando procedimentos e os aperfeiçoando a todo momento. Ou seja: a falta de efetivo suficiente não interfere no esforço do trabalho em magnitude. É um problema? Sim, mas não é impeditivo.

Bom foi igualmente ouvir do delegado David Queiroz ser ele a favor do ciclo completo no desempenho das polícias. Tipo todos podem fazer tudo, ampliando o espectro de soluções mais rápidas e eficientes em favor do cidadão. Ele não disse, mas a gente presume: acabar com a briga de egos.

A reposição de efetivo sofreu uma defasagem em certo momento das administrações estaduais, mas agora está se refazendo este caminho, de modo a que as entradas sejam maiores que as saídas. Afinal, segundo revelou o coronel Araújo Gomes, a PM tem hoje cerca de 800 soldados afastados por doença, mais de 8% de toda a força. A maioria por stress.

O doutor Valdir Andrade, em nome dos Consegs, associou às boas vindas ao comandante a sua preocupação com a questão do menor infrator. Hoje, isto está sendo tratado pelos governos como um problema  menor, quando é um dos maiores. A reincidência de crimes por menores infratores é enorme, a ponto de quase desanimar o trabalho das polícias - cuja vida, como dizem em seu jargão, é "enxugar gelo". E com pano molhado.