Conselho Gestor da APA Praia Brava: acusações graves

Matérias veiculadas pelo jornal Página 3 mostram a gravidade da situação envolvendo a composição do Conselho Gestor da APA Costa Brava, em Balneário Camboriú, em que se evidenciam manobras ou tentativas de privilegiar a construção civil naquela área, com a administração municipal manipulando a composição do conselho. Pior ainda, membros do conselho vetando a participação de representantes comunitários nas reuniões, fato que levou o Ministério Público Federal a anular a composição atual e forçar uma nova eleição, dentro de regramentos que não permitam o favorecimento de entidades que sequer registro possuem, criadas, segundo se disse, apenas para entrarem no Conselho Gestor em lugar de outras, legitimamente representadas e legais.

O fato é grave e, além de envolvimentos de pessoas e entidades, também do ex-promotor público do Meio Ambiente, André Otávio Vieira de Melo que, reagindo, se defendeu prometendo levar à Justiça aqueles que o citaram e acusaram. Mas as associações de moradores das Praias Agrestes, em sua denúncia, fazem acusações por demais graves contra o promotor. No mínimo, uma investigação profunda para determinar – ou não – as devidas responsabilidades.

As publicações do jornal Página 3:

Primeiro, houve, em 2015, um ofício do Ministério Público Federal endereçado ao então promotor André Otávio (AQUI).

Depois, matéria do Página 3 mostrando os questionamentos das associações de moradores (AQUI).

Finalmente, a defesa do ex-promotor e sua reação de processar quem o acusou (AQUI).

De qualquer maneira, pelas circunstâncias do caso (algumas muito estranhas), obtidas com a leitura das acusações e dos questionamentos do próprio Ministério Público Federal, vê-se que, em relação ao Conselho Gestor da APA Praia Brava, há mais coisas no ar do que simples aviões de carreira.