Quem manda no MDB é Eduardo Moreira

A desistência de Udo Döhler, prefeito de Joinville, de disputar internamente a candidatura ao governo do Estado pelo MDB é só um primeiro episódio. Aliás, já previsto. Seu nome não reúne as melhores chances, nem dentro e nem fora do partido.

O outro nome, do deputado federal Mauro Mariani, é o mais insistentemente citado, inclusive a partir de suas vilegiaturas pelo Estado, visitando diretórios e confraternizando com companheiros, motivando o seu nome, como deve fazer qualquer pretendente a cargos que dependam de decisão do conjunto partidário. Mas suas declarações de que é candidato e que disputará a candidatura em qualquer circunstância ensejam alguns pensamentos: ele não tem convicção disso. E se sabe por que: quem manda no partido, ou na máquina partidária, ou tem o seu controle e maneja como quer, é o governador em exercício, Eduardo Moreira, que se efetivará com a renúncia de Raimundo Colombo para ser candidato ao Senado. Presume-se que, se Moreira resolver disputar, será indicado. Quanto à candidatura, sendo governador seu direito à reeleição é automático. Indo além: Mauro Mariani só será candidato se Moreira abrir mão. Ele abrirá?

Parece que Mariani também tem dúvida, pois em São Bento do Sul, onde esteve e deu entrevista, colocou uma dúvida: será candidato e "não vai desistir". 

Fica-se imaginando Moreira permitindo a outro uma candidatura e ele terminando a sua gestão sem qualquer outra perspectiva, exceto dois anos após, quem sabe disputando a prefeitura de Criciúma. Que, ao que tudo indica, ele não mais deseja e, também segundo se depreende, seu candidato lá será Luiz Fernando Vampiro, um promissor político surgido nas hostes emedebistas de Eduardo, com prestígio suficiente para eleger-se, tendo em vista um bom trabalho na Secretaria Estadual de Desenvolvimento, com obras vitais realizadas no sul e na região de Criciúma, especialmente. Coisas aguardadas e paradas há muito tempo. Um menino competente e carismático. Moreira soube selecionar.

Digamos, quem sabe, ser tudo isso uma intuição do quadro político eleitoral deste ano. Produto de vivência de muitos anos vicejando informações no meio da política e das eleições sucessivas ao longo do tempo. 

Política não é uma ciência exata. Eleição, menos ainda.