Desmonte da equipe de governo de Fabrício?

As eventuais mudanças do governo de Fabrício Oliveira, cogitadas em corredores do poder há muito (algumas já concretizadas ao longo destes primeiros 15 meses de mandato), estão ainda dentro de especulações, conforme registra o jornalista Bola Teixeira.

E ele faz questão de encimar sua matéria com este título: “Eis um exercício de especulação sobre as mudanças no governo”, o que identifica a abordagem.

No decurso da matéria opinativa, Bola conjectura sobre a fragilização de nomes como Edson Kratz e Fernando Marchiori, inicialmente nomes considerados de proa na administração. Passariam para cargos secundários, como forma de consolo.

Sobre as ações de Kratz, Bola diz: “Kratz começou o governo como super secretário, acumulando Obras e Planejamento. Em um ano e três meses quase nada mudou no cenário urbano da cidade. Os mesmos problemas tão criticados na época do governo ERD perduram, mas apesar disso Kratz é considerado um nome de confiança. Foi avisado por terceiros que não continuaria na titularidade da Secretaria de Obras e vai acabar na Compur. Quer dizer “saíram” com o Kratz, muito provavelmente por pressão.”

E avalia Fernando Marchiori, braço direito de Fabrício Oliveira: “ Com fama de cú de ferro, Marchiori ganhou a antipatia do funcionalismo quando foi colaborador no governo Rubens Spernau. Por ser homem de confiança acabou na Secretaria de Compras, o grande centro de corrupção do governo ERD que resultou na Operação Trato Feito. Marchiori parece ter dado jeito no setor, mas, por excesso de cuidado algumas licitações acabaram não acontecendo. E parece que não agradou. O nome de Marchiori está sendo especulado para assumir o BC Previ, um cargo de consolação.”

E observa Bola, opinando: “Para o planejamento o nome mais cotado é o de Rubens Spernau. A princípio Fabrício não queria, mas acabou cedendo e liberando o convite ao ex-prefeito de BC. Até onde se tem conhecimento, Spernau teria aceitado assumir o cargo. Se o ex-prefeito vem com tesão para trabalhar, ótimo para a cidade, caso contrário…(as reticências são sintomáticas – observação nossa). Wesley Galvão não é mais secretário da Fazenda. No seu lugar mais um mistério. Teco Kuehne também não fica no esporte. Quem assume é o vereador David La Barrica, convidado pelo prefeito há mais de dois meses. Teco vai para a Câmara. Enfim, seria esse o exercício de especulação.”

Encerrando, diz Bola: “Quanto mistério em um governo que prometeu transparência nos seus atos.”

Enfim, tudo indica, a se confirmarem as especulações (especulações, repete-se), demonstra-se uma insegurança profunda na condução dos negócios administrativos. Afinal, os nomeados considerados fortes, como Kratz, pareciam estar com bala na agulha suficiente para segurar até o final do mandato. Se forem ejetados, geram-se dúvidas sobre a firmeza da administração. Porque os dispensados foram considerados a elite política do prefeito na sua eleição, sendo retirados evidenciam que os planos deram errado – ou as pressões são muito grandes e a elas se submete o prefeito. O que, convenhamos, é um prenúncio de fracasso.

É sempre bom lembrar o jornalista Bola Teixeira, que demonstra decepção com o atual governo, foi um dos apoiadores de primeira hora e de linha de frente na campanha eleitoral. O que ocorreu no meio do caminho do envolvimento de Bola entre campanha e gestão é uma incógnita.