Água e esgoto nas Praias Agrestes. Finalmente?

Desde 2005, quando a Emasa surgiu, assumindo os serviços da Casan após 30 anos de concessão, os esforços têm sido grandes na implantação de rede de coleta de esgoto e de abastecimento de água da cidade e na garantia de tratamento adequado e em quantidade suficiente em ambos. Atualmente, a rede de esgoto carece de uma revisão na parte mais antiga, cuja tubulação data de 1982, quando foi construída. E justamente no centro da cidade, região mais nobre e densamente povoada.

As estações elevatórias de esgoto, por exemplo, têm capacidade reduzida ou precária de atender ao volume despejado no sistema. Em algumas delas a situação é crítica, como a do início da Avenida Brasil, ao lado do antigo Metrô Pianos Bar. Ela extravasa normalmente, bastando um pouco mais de volume na rede. Como a sua construção foi para uma capacidade de atendimento xis e hoje por ali estão xis mais ípsolon, quase triplicando o volume de despejos. E ela continua exatamente igual, a ponto de, quando o esgoto é demais, verte do PV na rua 1801 e emporcalha tudo. Não é caso único.

Quem acompanha o Grupo Rio Marambaia, no whatsapp tem informações e comentários interessantes a respeito disso, pois é para o Marambaia que vai esse esgoto, seja por despejo direto, seja por extravasamento da rede.

Todos os dias testemunhos e imagens e vídeos mostram situações graves e até constrangedoras. A nós nos parece que, apesar de todo esforço e intenção ser meritória, a simples retirada de coliformes e lodo de dentro do Marambaia é inútil. As análises da Fatma comprovam isto: o Pontal Norte oscila entre números altos e médios de poluição do mar. Ou seja: não já despoluição, como cansam de dizer ou tentaram impor.

Sanear primeiro e depois mexer no Marambaia seria mais prudente e lógico. Aliás, mexer primeiro em todo o sistema. Antes até de pretender alargar a faixa de areia. Sem despoluir, será um desastre anunciado. Além de uma bobagem. Entretanto, essas coisas parece não ser prioridade - a prioridade é o espetáculo midiático. 

O futuro vai mostrar as razões. Pena que poderemos ser castigados por omissões e surdez metódica de quem de direito.

Agora vemos os trabalhos de implantação da rede de água nas Praias Agrestes. Isto é bom. É um trabalho de boa perspectiva. Demorou, como dizem. Em todo caso, não é uma tarefa fácil, tantas as dificuldades existentes e inevitáveis. Será uma redenção indubitável das nossas praias do sul do município.