Parque Linear - nem parque e nem linear

É impressionante a forma como se "planeja" e depois se vê dinheiro mal aplicado indo pelo ralo. Caso de uma obra como o Parque Linear, de Camboriú, cujo projeto previa acumulação de água visando o abastecimento e uma área de lazer diferenciada para a população da cidade. Hoje, vê-se a realidade nua e crua: o local não é nem uma coisa e nem outra - e está muito longe disso.


Draga está parada e rio está assoreando


Uma simples visita vê-se, a olho nu, um aspecto de abandono da obra e a distância da etapa derradeira. Em setembro de 2013 (quase cinco anos passados), anunciavam-se obras de urbanização no parque (LEIA AQUI). De lá para cá nada mudou. Agora tenta-se jogar na conta do atual prefeito os efeitos do descaso ao longo dos anos (quase dez) da obra, desde quando Edinho Olegário, no seu mandato, começou a mexer no local e apresentou o projeto. O prefeito Élcio, coitado, está assumindo um pepino pelo qual não tem culpa nenhuma. Como se já não bastassem as tantas dificuldades que o atormentam na administração, como a necessidade de fazer economia para evitar o estouro do orçamento nos seus limites legais.

Finalmente, a captação da Emasa está ficando com aspecto de abandono. O terreno está mal cuidado e o prédio, zelado pelo então diretor Paulo Milton, na gestão passada, repintado e reformulado, está com ares de descuido, com vidros quebrados e a pintura deteriorada. Sem contar o absoluto desconforto dos funcionários que lá servem.


Lâmina d´água na captação está normal


Para piorar, a constante dragagem do canal do rio que serve à captação parou, porque a draga foi proibida de depositar a areia no terreno da Emasa para após ser transportada para local adequado, e, como não tem como fazer, parou de dragar, fazendo com que o rio assoreie e, daqui a pouco, tenha problemas. 

Como em todas as áreas, o pecado não é dinheiro - é gestão. Dinheiro, sabe-se, não é problema na Emasa.