Operação nacional contra pedofilia atinge Balneário, Camboriú e Itajaí

A Polícia Civil prendeu 13 pessoas em flagrante na Operação Luz na infância, nesta quinta-feira, 17, por crimes relacionados a pedofilia em Santa Catarina. Um dos conduzidos foi apreendido porque tem 17 anos e tinha em sua posse imagens de crianças. Outros 35 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos municípios de Garuva, São Bento do Sul, Jaraguá do Sul, Brusque, Blumenau, Balneário Camboriú, Camboriú, Itajaí, Tijucas, Lages, Florianópolis, São José, Palhoça, Jaguaruna e Criciúma. Foram apreendidos notebooks, HDs, celulares.

A operação Luz na Infância é uma ação nacional de combate à pedofilia coordenada pelo Ministério Extraordinário da Segurança Pública (MESP), em parceria com as Polícias Civis do Distrito Federal e de 24 estados. Em Santa Catarina a operação da Polícia Civil foi coordenada pela DEIC/DRCI – Divisão de Repressão a Crimes na Internet. Participaram das ações 183 agentes de segurança, sendo 140 policiais civis e 43 peritos do IGP.

De acordo com o diretor da DEIC, Delegado Anselmo Cruz, as pessoas presas na manhã desta quinta-feira tinham em sua posse imagens (fotos, vídeos , animações) com conteúdo identificado como pornografia infanto-juvenil, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). “Estes 13 presos não tinham como negar que as imagens lhes pertenciam, mas após a conclusão da análise que os peritos do IGP fizerem nos equipamentos apreendidos outras pessoas poderão ser indiciadas”, observou o delegado Anselmo.

Titular da Divisão de Repressão a Crimes, o Delegado Luiz Felipe Rosado disse que há quatro meses estava trabalhando na identificação de suspeitos e levantando indícios para embasar os pedidos de busca e apreensão nas residências, junto ao Poder Judiciário. “É um trabalho delicado porque o trânsito desse material pornográfico infanto-juvenil se dá entre as pessoas, que trocam arquivos. Também há pessoas que produzem e comercializam filmes com pornografia infantil”, observou Delegado Luiz Felipe Rosado.

Todos os mandados de busca foram cumpridos por equipes formadas por policiais civis e peritos do IGP. Isso porque o IGP é responsável por identificar se há material suspeito no computador da pessoa suspeita. “para isso usamos um software forense que consegue varrer o equipamento e, em 20 minutos, em média, localiza os arquivos que podem ter conteúdo pornográfico”, explico o perito do IGP Wilson Leite.

Diretor do Instituto de Criminalística, perito Tiago Petry, informou que todo material apreendido será periciado no IGP. “E essa perícia que pode determinar se outras pessoas – além dos 13 presos – serão indiciadas”, disse Tiago.

 O Delegado Anselmo destacou que é considerado crime de pedofilia armazenar, produzir e disponibilizar material com conteúdo pornográfico envolvendo crianças. Outro dado importante é que não há um perfil que caracterize o pedófilo. “São pessoas das mais variadas idades e mais diferentes níveis socioeconômicos”, afirmou.

O Delegado reforça que as as pessoas estiverem suspeitando que alguém possa estar cometendo este tipo de crime denuncie pelo telefone 181 da Polícia Civil e pelo disque 100 da Rede Nacional de Combate à Pedofilia.

Complementarmente, matéria nacional da Agência Brasil fala sobre o assunto:

A operação conjunta de polícias civis Luz na Infância 2, deflagrada hoje (17), resultou ao longo do dia em 251 prisões em 284 cidades de 24 estados e do Distrito Federal, segundo balanço divulgado pelo Ministério Extraordinário da Segurança Pública. O número se refere a todas as prisões realizadas até às 18h de hoje.

Promovida pelo ministério em parceria com as polícias civis dos estados envolvidos, a ação tem como foco o combate à pornografia infantil. A operação investigou pessoas que compartilhavam ou armazenavam conteúdos relacionados a crimes de exploração sexual contra crianças e adolescentes.

Segundo o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, mais de 1 milhão de arquivos (entre fotos, vídeos e outros documentos obtidos em ambientes virtuais) com conteúdos relacionados a crimes de abuso sexual de crianças e adolescentes foram analisados antes da deflagração. A primeira fase da operação ocorreu em outubro do ano passado.

Do total de prisões, 128 foram na região Sudeste, 47 no Nordeste, 38 no Sul, 21 no Centro-Oeste e 17 no Norte. Ao todo, foram expedidos 579 mandados. O ministério informou que segue monitorando a ação das equipes envolvidas, podendo haver novos números de prisões.

Os investigados responderão pelo crime de adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registo que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente, com penas de 1 a 4 anos de prisão.