A incógnita do Centro de Eventos continua

Nota da prefeitura de Balneário Camboriú:

Uma comitiva de Balneário Camboriú irá a Florianópolis, na tarde desta terça-feira (22), para tratar do Centro de Eventos. O grupo, integrado por representantes da Prefeitura, da Câmara de Vereadores, do Conselho Municipal de Turismo e do trade turístico, se reunirá com o secretário de Estado de Turismo, Cultura e Esporte, Tufi Michreff Neto. Estarão lá, em nome do município, os secretários de Turismo, Miro Teixeira, de Planejamento, Adeltraut Schappo, e de Obras, João Miguel. O grupo quer informações sobre a data de inauguração do Centro de Eventos e sobre quem vai gerir o espaço.

Acrescentamos, comentando:

A saber se o estudo de viabilidade está pronto. Ele foi encomendado pelo ex-secretário de Turismo Leonel Pavan. Deveria ter sido feito lá atrás, antes mesmo da construção do Centro. Este estudo é que vai definir, para quem quiser se candidatar a assumir a sua gestão, o que encontrará pela frente e o que deverá fazer para garantir seu funcionamento.

Depois, nem há discussão sobre quem deverá. Sabe-se quem não deverá: estado e município. Em conjunto ou separadamente, sob pena de virar um pandemônio de mordomias e sinecuras, inviabilizando-se por completo. A iniciativa privada poderá fazê-lo. Quem sabe uma empresa especializada de boa envergadura e expertise no ramo. Já deveriam ter até nomes dessas empresas, mediante consultas prévias sem compromisso. 

Um fato a ser considerado: as realidades mudaram demais depois de tanto tempo. Talvez ocupar com lucro um equipamento desta envergadura seja um negócio um negócio duvidoso. Com prejuízo ninguém quererá. Tem-se cogitado e insistido na tese de que, atualmente, com a evolução tecnológica, é possível fazer conferências e convenções em tempo real por aplicativos de alto potencial, conectando-se com o mundo inteiro. Se for feiras de vendas, até será possível. Mas se o estudo de viabilidade não está pronto, como saber? 

Fica difícil ter uma perspectiva da utilidade do Centro de Eventos sem esgotarem-se todos esses caminhos. Ir a Florianópolis impor ao governo do Estado uma solução é atirar no escuro. O Estado não consegue cuidar nem do que construiu em Canasvieiras, pronto e sem uso adequado, correndo atrás de ocupação e sendo subutilizado. 

De repente, todavia, estamos exagerando. É possível. Um desmentido à nossa tese pessimista viria bem. Apostas abertas.