Eleição já gera conflito interno no governo de Fabrício

Segundo publica o jornal Página 3, em matéria especial sobre política, há um frisson dentro do governo de Fabrício Oliveira pela disputa do direito de concorrer à Assembleia Legislativa entre Carlos Humberto (PR) e Ary Souza (PPS). 

As altercações verbais demonstram com clareza essa divisão. A certa altura, diz a matéria, Ary afirmou que o prefeito tem compromisso com ele, garantindo-lhe o direito de ser candidato sem ferir sua lealdade ao governo municipal. Entretanto, Carlos Humberto é enfático, ao afirmar que, se houver candidatura apoiada pela base do governo, a única é a dele. No caso, a de Ary seria contrária à vontade do governo, subentendendo-se que não teria apoio oficial.

O prefeito, segundo CH, teria afirmado e reafirmado seu apoio a ele, mas, ainda segundo CH, "se o prefeito preferir Ary, é só comunicar", diz a matéria. O mar não está nada calmo nas fileiras dos aliados de Fabrício, deixando o prefeito numa situação desconfortável. Embora haja uma tentativa, nas mídias sociais, de salvaguardar uma imagem de "tudo em paz". Nem tanto os fatos imaginados, mas as palavras denotam uma certa dureza e incerteza nas relações, ao menos as relações políticas. Tudo pela disputa de um cargo em que, sinceramente, Carlos Humberto desponta com imensas melhores chances do que Ary, verdade seja dita. Por várias razões: Carlos Humberto tem uma capacidade própria de mobilidade estadual enorme, tem meios suficientes de sustentação financeira de sua própria campanha e está em viagens pelo estado inteiro, fechando apoios ao seu nome. Por seu lado, embora isso não seja impeditivo e nem motivo de pessimismo, o poder de fogo de Ary não se demonstrou em outras eleições. Já Carlos Humberto não foi provado nas urnas. É, em verdade, um fato novo.

A lembrar: uma divisão dentro da área governista (caso de lançamento de duas candidaturas a ela ligadas) beneficia diretamente Edson Renato Dias, o Piriquito. E então será um tiro no pé. Outro. Porque em matéria de manobra política, a começar pelas ações na própria Câmara, onde tem maioria tranquila, o governo costuma dar tropeções homéricos.