TOME NOTA - PSDB vive um momento complicado em Balneário Camboriú

Respeitadas as circunstâncias vividas pelo partido, com a situação de seu principal líder internado para tratar da saúde, pode-se dizer que o PSDB de Balneário Camboriú vive um momento de aggiornamento ou, traduzindo do italiano, atualização. O partido, a rigor, não vem bem a algum tempo, eleitoralmente falando. Perdeu três eleições municipais sucessivas, perdeu consistência eleitoral (comprovada com a votação do próprio Pavan na última eleição para deputado estadual), tem apenas dois vereadores na Câmara Municipal - mas no mandato anterior tinha apenas um - e vive a indefinição de construir uma postura para 2018. 

Entende-se o constrangimento de sair do limbo onde o destino o jogou e decidir sobre nomes para disputar a Assembleia e a Câmara Federal. A questão é que o tempo passa, a eleição é daqui a três meses e um pouquinho e, se o partido não romper com essa sua condição, cairá no vazio. Ou terá que apoiar alguém. 

Uma situação parecida vive o prefeito Fabrício Oliveira, num sentido inverso e sem as condicionantes do PSDB, ante a situação vivida pelo líder principal do partido. Ele terá que decidir para que lado irá, a quem apoiará e para quem trabalhará na campanha. 

Quem está no poder, está com cacife. E por isso mesmo terá que agir com método para não se rebentar no meio do caminho e pôr tudo a perder. Porque o cacife pode, no caso de erro, ir pras cucuias e se transformar num aspecto negativo e prejudicial. 

A comparação da situação de Fabrício com a do PSDB é porque, hoje, por incrível que pareça, há uma semelhança muito grande entre as trajetórias políticas dos grupos, compulsando-se o presente e o passado. Ainda porque muitos personagens são parecidos ou, até, são os mesmos. O jogo do poder pode ser decisivo, mas pode ser contraproducente se não se souber usar. Perder estando teoricamente "por cima" é mais dolorido. 

Em todo caso, em política, saber ouvir é mais sábio do que falar. A sabedoria chinesa diz: temos dois ouvidos e uma boca justamente para ouvir mais e falar menos. 

Finalmente, não está parecendo que articular politicamente é uma arte muito bem praticada nos tempos atuais. Está tudo meio na base do tranco.