Nossos votos valem menos que os do sul do Estado

PP definiu os nomes dos vereadores Leonardo Piruka e André Meirinho, de Balneário Camboriú, como pré-candidatos à Câmara Federal e Assembleia Legislativa. Eles serão apresentados à Convenção Estadual. Somam-se a quase uma dúzia de nomes já cogitados até aqui na região da Amfri, quantidade muito parecida com a de 2014, quando só elegemos, e pelas beiradas, o atual deputado Leonel Pavan pra a Assembleia e nem chegamos perto de eleger um deputado federal.

Amfri tem 11 municípios e em 2014 somava 411 mil eleitores. Só para comparação: as regiões de Criciúma (AMREC) e Araranguá (AMESC) somavam, em 2014, 453 mil eleitores em 27 municípios. Ou seja: apenas 42 mil a mais com quase o triplo de municípios. O fantástico: lá, com praticamente os mesmos eleitores da Amfri, elegeram SEIS deputados estaduais e TRÊS deputados federais.

Alguma coisa está errada conosco ou está muito certa com as duas regiões do extremo sul. Eles apresentaram mais candidatos e tiveram resultados diferentes. Qual o fenômeno?

Há uma explicação – aliás, mais de uma, em nosso entendimento -, mas nós a colocaremos numa futura matéria, a ser postada quem sabe ainda neste final de semana sobre o assunto, indo bem mais longe nas análises.

É direito de partidos apresentarem candidatos. Lá (sul), como cá. O que a região precisa é votar nos nomes daqui e não pulverizar-se danosamente. Eleger um deputado estadual, como aconteceu, e ainda assim com votos que quase não foram suficientes, convenhamos, é duro de ver.