O jornalismo insuficiente na política nacional

A ordem, a partir de agora, é muito mais descontruir candidatos do que evidenciar propostas. 

Esta foi, nitidamente, a intenção dos entrevistadores de programas como o Roda Viva, com Jair Bolsonaro, em que se falou de tudo, menos de propostas de governo ou de intenções do próprio candidato. A banca de jornalistas, aliás, de pendores claros à esquerda, alguns até excessivamente radicais e, de tão radicais, supérfluos, vazios e incompetentes, por quererem apenas insultar, agredir. Acabaram por ridicularizar-se - ou, como disse, alguém, praticaram um "suicídio de reputação", demonstrando uma fragilidade enorme do jornalismo nacional. 

De fato, num momento grave como este ficar perguntando sobre os governos militares, já encerrados há mais de 30 anos e jogar palavras sobre "Cristo refugiado" e coisas por aí é zombar da inteligência do telespectador e eleitor.

Os jornalismos, acima de tudo, demonstraram absoluta desinformação sobre as realidades brasileiras e históricas, a ponto de  uma das jornalistas presentes, do jornal Folha de São Paulo, à guisa de criticar o voto impresso, dizer que o eleitor poderia levar o  tiquete do voto para casa. 

A entrevista não colaborou em nada, se alguém dependesse dela para definir apoio ou voto.

Na realidade, apesar da intensa polêmica de parte a parte, a própria audiência pelo Facebook e pelo Youtube só favoreceu o candidato. Pois a banca rondou apenas temas de que ele fala muito, domina e repete a todo momento. Não o constrangeram em nenhum momento, até pelo contrário. O constrangimento rolou por conta da incapacidade dos próprios jornalistas.