A política, as mudanças e as surpresas

As movimentações políticas podem surpreender a qualquer momento. Não se pode é, como fizeram, precipitar conversas como sendo favas contadas. Por exemplo, Napoleão Bernardes para vice na chapa de Mariani. Ele simplesmente não quer, embora o partido até simpatize com a ideia. Doutro lado se falou de João Paulo Kleinubing como vice de Merísio. Do mesmo modo, a reação ocorreu: ele não quer, embora o partido siga esta possibilidade. Ou, mais fundo ainda, Esperidião Amin abrir mão em favor de Gelson Merísio. 

Isto é, não é simplesmente a cúpula decidir. Se não houver um papo reto, mixa. Cai por terra.

Barrigadas nesta época, por pura precipitação e motivação em divulgações intempestivas, viram normalidade. Por isso sempre é bom não ir no ímpeto do primeiro momento. Quem viveu tanto tempo com política, políticos e conchavos a cada eleição sabe bem disso. 

Analisando: se Esperidião Amin decidir por abrir mão da candidatura frustrará quem o desejava candidato. E não apenas dentro do PP. E demonstrará, sem margem de erro, que só pensa no seu nariz. Ou então não sabe o que quer. Para um político da sua vivência, será lamentável. Mesmo porque sua decisão não é pessoal - envolve o DEM e JPK. Soará como traição.

Vemos agora as discussões em torno do apoio do PR a Mauro Mariani, com candidatura ao Senado de Jorginho Melo. Levará aos palanques nomes em confronto em boa parte do Estado - como o caso de Balneário Camboriú, envolvendo o vice-prefeito Carlos Humberto e o ex-prefeito Piriquito. Será interessante vê-los num mesmo palanque. Ou, se preferirem, muito estranho.

Muitas coisas mudarão - ou poderão mudar - até o último prazo. Coisas chocantes, definhantes, chatas. Porque, no fundo, o que querem os partidos, no mais das vezes, é manter suas posições na melhor condição possível. Independente de perder dedos ou anéis.

E o eleitor? Ora, o eleitor...