IBOPE em SC: Décio Lima (PT) em primeiro.

Uma disputa com mais da metade do eleitorado sem ter um candidato e muito equilibrada, com empate técnico entre os deputados federais Décio Lima (PT) e Mauro Mariani (MDB), marca o início da corrida eleitoral ao governo de Santa Catarina. Essas são as principais constatações da primeira pesquisa Ibope contratada pela NSC Comunicação nas Eleições 2018. O levantamento foi realizado entre 14 e 16 de agosto e tem margem de erro máxima de três pontos percentuais para mais ou para menos.

O Ibope pesquisou ainda a preferência dos eleitores para as duas vagas ao Senado que serão preenchidas nesta eleição. Na soma dos dois nomes citados, Raimundo Colombo (PSD) aparece com 27% dos votos, Esperidião Amin (PP) com 23% e Paulo Bauer (PSDB) com 19%. Pela margem de erro, Colombo e Amin estão tecnicamente empatados na liderança, e há também empate técnico entre Amin e Bauer na segunda posição.

Os gráficos mostram 69% ainda fora da eleição para o Senado e 57% para o governo (soma de brancos, nulos e indefinidos) é um número fantástico. Pior para os mais conhecidos. Se o eleitor ainda não guardou seus nomes ou não define uma preferência por eles, a coisa tá feia.

O resultado não espanta. Em nossa análise é o contrário: tem lógica. Dirão que não, porque Décio Lima, o líder das pesquisas, é PT e o PT é rejeitado em SC de forma sistemática há muitas eleições majoritárias, para presidente e governador. E aí é que está: Mauro Mariani e Gelson Merísio vêm da mesma origem estrutural – o atual governo do Estado. Nele produziram erros e acertos. E adotaram linguagem de crítica e de oposição ao que Colombo fez. Não explicitamente, mas só falando da necessidade de mudanças radicais para garantir a saúde financeira da administração e melhorar os serviços, reduzindo inclusive a máquina oficial, comprova que há uma contradição grande. Isto, quem sabe, seja o fator predominante na opinião do eleitor, se aceitarmos o resultado da pesquisa sem paixões. Porque não é tão simples assim o eleitor absorver essa contradição gritante de nomes até ontem grudados no governo. O mesmo que questionam.

Assim sendo, talvez esteja na cabeça do eleitor consultado o fato de que Décio Lima é oposição mesmo, os outros dois principais candidatos não. Tipo assim: se for para ser oposição e mudar de verdade, radicalize-se, parece dizer o eleitor. O quadro é o mesmo na esfera nacional: mudar radicalmente pra ver que bicho dá. Só que lá o fator é Jair Bolsonaro.

(Com dados do NSC)

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