Água suja, uma incidência acima da média

Emasa e Águas de Camboriú buscam alternativas para solucionar as ocorrências de água turva registradas desde um mês atrás na rede de abastecimento.

A causa provável é a concentração de ferro e manganês na água, em virtude da atual estiagem. “Esses dois metais estão presentes naturalmente na água dos rios. Quando o nível dos rios está normal, eles se diluem e ficam com uma concentração baixa. Como estamos passando por um período de estiagem, o nível e a vazão do rio diminuem e aumenta a concentração de ferro e manganês na água”, explica o diretor técnico da EMASA, Sérgio Juk.

Mesmo após o tratamento, há concentração de ferro e manganês, dentro do limite da legislação. Essa água, quando é distribuída para as residências, entra em contato com as partículas acumuladas nas paredes internas das tubulações e pode ficar novamente turva, principalmente nas regiões de final de rede ou onde a pressão de água na tubulação não é tão elevada.

Uma das alternativas sugeridas durante o encontro é a pré-oxidação da água – processo onde é adicionado um agente oxidante em água bruta, como o cloro, para eliminar matéria orgânica, ferro e manganês, tornando-os insolúveis, permitindo sua remoção nas próximas etapas do tratamento. O teste será realizado nos próximos dias pela Águas de Camboriú e EMASA e, caso apresente resultado positivo, deverá ser adotado no tratamento. A medida foi sugerida em comum acordo entre os representantes das duas concessionárias.

Além disso, a EMASA irá triplicar o número de pontos de descarga de rede, passando de 55 para 150, em locais estratégicos. As descargas têm a função de eliminar a sujeira da tubulação. “Nesta quarta-feira (15), estivemos no Bairro Ariribá para fazer a descarga na rede. A água, que estava turva, após a descarga voltou a ficar incolor”, contou o diretor-geral da Emasa, Douglas Costa Beber. De acordo com ele, em um período de normalidade, as descargas podem ser feitas a cada 30 ou 40 dias. Mas, com a estiagem e o aumento do número de ocorrências, o trabalho foi intensificado. “Onde a população registra ocorrência de água turva, vamos lá e fazemos a descarga. Por isso é importante que os moradores façam esse registro oficial para solucionarmos esses problemas pontuais”, ressaltou Douglas.

As ocorrências de água turva devem ser registradas pelo WhatsApp da Emasa (47) 3261-0000 ou pelo 0800 643 62 72.

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Não há registro notável de incidência de igual fenômeno e com tal intensidade ao longo do tempo, mesmo em períodos de estiagem mais severa na região. Nem em tempos de Emasa e nem em tempos de Casan. Há algo mais forte no meio disso.