Emasa, diz jornal, é a principal poluidora da cidade

Sabe-se, de há muito, da incapacidade da Emasa de assegurar qualidade no sistema de tratamento de esgoto. A rede está sucateada em muitas regiões e agora, matéria veiculada pelo jornal Página 3 mostra, outra vez (já o fez anteriormente), a insuficiência do interceptor de esgoto, condutor dos dejetos a partir da Avenida Brasil até a ETE do Nova Esperança. A matéria acusa, com base em dados técnicos, que o interceptor tem vazamentos em vários pontos, determinados inclusive por diretores da Emasa (sic) sem conhecimento dos técnicos da área, pela incapacidade de condução - chamados de "extravasores clandestinos". O fato é grave em vários pontos: o vazamento mostra a poluição da cidade proporcionada pela própria empresa responsável pelo setor e, pior ainda, diretores (?) determinando o cometimento de um crime ambiental de forma criminosamente intencional. Há que se nominar quem e quais. Isso é estranho por outras razões: dificilmente técnicos, se atuantes e presentes em todas as fases do tratamento, passariam batidos num caso assim, exceto por uma formidável incompetência e desídia profissional. Comprovação, se confirmada a hipótese, de uma ineficiência de gestão a toda prova. E, a ser assim, melhor passar adiante, pois a administração se demonstra fracassada de fio a pavio.

Finalmente, a insistência na instalação de uma UTR (Unidade de Tratamento de Rio) no Canal Marambaia, um investimento inicial de R$ 12 milhões, seria absolutamente inútil para o contexto geral, sem resolver essa demanda trágica. E a discussão sobre prioridades como o alargamento da faixa de areia se torna inócua ante a realidade presente. Melhor será despoluir tudo primeiro. É o que parece.

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