Políticos em evidência precisam se cuidar muito

Independente de quem seja, os candidatos, regra geral, principalmente os postulantes a cargos onde a disputa é mais acirrada e os que mais geram polêmicas por suas posições, precisam tomar muito cuidado no curso de suas campanhas.

Presidentes americanos foram mortos por descuido de segurança: Abraham Lincoln, assassinado com um tiro na nuca por John Wilkes Booth em 14 de abril de 1865, dentro de um teatro. Dezesseis anos depois, o presidente James A. Garfield foi assassinado por Charles J. Guiteau

John F. Kennedy, o qual foi assassinado por Lee Harvey Oswald em 22 de novembro de 1963, no DallasTexas.

Kennedy, inclusive, foi advertido para não desfilar em carro aberto, mas forçou o desfile, expondo-se ao risco, sabendo que o Texas era hostil ao seu governo e a ele, pessoalmente.

Nove presidentes dos Estados Unidos tiveram mais sorte e sobreviveram a atentados.

Eles são: Andrew Jackson, em 1835; Theodore Roosevelt, em 1912; Franklin Delano Roosevelt, em 1945; e Harry Truman, em 1950. Além deles, Richard Nixon, em 1974, Gerald Ford (1975), Jimmy Carter (1979) e Ronald Reagan em 1981 - que chegou a ter o pulmão perfurado por uma bala em 30 de março daquele ano e sobreviveu graças a uma intervenção médica. O responsável pelos disparos, John Hinckley, afirmou que tentou matar Reagan para chamar a atenção da famosa atriz Judie Foster.

Os presidente militares do Brasil cuidavam ao máximo. Mesmo assim, Costa e Silva escapou de alguns atentados, um deles no aeroporto do Recife, porque trocou o horário de desembarque e mudou a rotina da visita.

Jair Bolsonaro, militar aposentado, conhece os riscos. Ele adota muita segurança, inclusive coleta à prova de balas o qual, dizem, usava no momento do atentado, mas a facada foi sob ele, visando o fígado. Por tudo, falhou a segurança de forma grosseira e a exposição do candidato também foi demasiada. Não dá para facilitar.