As algas, o Marambaia, os medos e as soluções da orla de Balneário Camboriú, segundo oceanógrafo Fernando Diehl

Oceanógrafo Fernando Diehl, profundo conhecedor da realidade do mar e das condições específicas de Balneário Camboriú, com a intimidade de quem vive aqui desde 1986, diz que o as invasões de briozoários e outras espécies na orla da Praia Central decorrem de fenômenos vindos de muito tempo. Há pelo menos 20 anos, segundo ele, um dignóstico já foi feito por ele e concluiu que, já naquela época, se medidas não fossem adotadas com urgência, poderia piorar. Como nada foi feito, piorou. Hoje, existem medidas sendo adotadas, mas nem todas adequadas e por uma boa razão: ninguém sabe, cientificamente falando, a causa ou as causas das ocorrências. Que são várias. Tudo isto está explicado na entrevista que fizemos com o oceanógrafo, exibida nesta matéria. Interessante observar que, segundo ele, nem tudo o que ocorre emerge da situação do Canal Marambaia - que contribui, mas não é causa principal.

Durante a conversa, um detalhe incidental: o anúncio de uso de biorremediadores no Marambaia para amenizar os efeitos da poluição produzida pelos despejos - afinal rejeitado pelo IMA (ex-Fatma) - é precipitado, pois, antes de sua aplicação, será necessário estudar os materiais e a água do canal. O motivo é que, conforme dito por especialistas, os biorremediadores devem ser específicos para cada caso. Não há um uso genérico.

Assistam à entrevista e tirem suas próprias conclusões.