Messias e Moisés, rogai por nós (ou: saem os profissionais e entram os jejunos)

Primeiro elenquemos detalhes do que temos hoje, em termos de governo que sai, nos tempos dos "profissionais" da política no exercício do poder:

SANTA CATARINA

Efetivo da polícia militar

De janeiro a julho deste ano, 307 policiais da ativa se aposentaram ou saíram da Polícia Militar de Santa Catarina. Com isso, o atual efetivo, segundo o Portal da Transparência do governo do Estado, é de 10.477 servidores. O número é menor do que agosto de 2012, há seis anos, que é o último dado disponível no sistema. Naquela época, eram 10.939 homens e mulheres.

Sobe e desce

A última reposição ocorreu em dezembro do ano passado, quando 918 soldados começaram a atuar, apesar de já serem contabilizados na folha de pagamento desde julho de 2017, quando iniciaram o curso de formação. Mesmo com o ingresso desse grupo na conta do efetivo, desde a entrada deles, 540 policiais se aposentaram ou deixaram a PM.

Em 1987 (31 anos), tínhamos 13 mil PMs. Hoje, não chegamos a 11 mil. Considerando o crescimento populacional neste interregno de tempo, proporcionalmente decaímos barbaramente.

E assim, imaginamos, a PM faz mágicas para garantir nossa segurança. E talvez isto explique as terríveis dificuldades vividas.

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Máquina inchada, a começar por inúteis 15 ADRs, antigas SDRs criadas por Luiz Henrique e mantidas por Colombo, depois reduzidas por Eduardo Moreira. Despesas de R$ 500 milhões por mês. Menos mal que Carlos Moisés as eliminará por completo.

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Dívida com saúde perto de 1 bilhão: com municípios, associações e federações de hospitais.

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Gastaram inutilmente 700 milhões na ponte Hercílio Luz desde 1982 e ela ainda não serve para nada. Lá se vão 36 anos.

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Na área de saneamento, o Estado é dos 10 piores do Brasil em coleta e tratamento de esgoto e o pior dos três estados do sul neste quesito.

Dados do Instituto Trata Brasil mostram que apenas 42% da população da região Sul do país têm acesso à coleta de esgoto.

Dentre os três estados da região, o Paraná apresenta os melhores números em saneamento básico. Os paranaenses têm quase 68% da rede de esgoto coletada e mais de 69% desse percentual é tratado. Em seguida está o Rio Grande do Sul com 30% coletado e quase 26% tratado.

Santa Catarina, por sua vez, está entre os 10 piores estados do país na área de saneamento básico. Apenas 21% do esgoto é coletado e 27% deste total é tratado. Dentro do estado catarinense, Joinville aparece no ranking dos 20 piores municípios do país no tema.

BRASIL

Os lulistas anunciam, como um mantra, a geração de 14 milhões de empregos na gestão do PT. Em menos de dois anos de Temer, tínhamos 12 milhões de desempregados. Ou seja: pura maquiagem. Fica difícil acreditar que, de repente, Temer assumiu, fez sumir 14 milhões de empregos e gerou 12 milhões de desempregados.

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Os fundos de pensão faliram, literalmente: Banco do Brasil, Caixa Econômica, Petrobrás, Correios. Tudo por obra e graça de uma politicagem e uma ladroagem grossas. A Petrobras, de empresa bem colocada no ranking das mais valorizadas do mundo, foi para a rabeira, tal a voracidade com que a atacaram. A ponto de os empregados terem que descontar de seus salários os valores da recuperação desses fundos.

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Os governos esquerdista de FHC, Lula e Dilma fingiram combater a violência: o resultado são mais de 64 mil homicídios, mais de 50 mil acidentes de trânsito, recorde de mortes por acidentes.  Criaram narrativas fantasiosas em cima do desarmamento, condenando a liberação das armas, mas jamais combateram o crime de verdade. Hoje as armas ilegais no Brasil superam as que estão em poder das polícias e das forças armadas. Pior é continuarem insistindo que revogar a Lei do Desarmamento vá piorar alguma coisa. Po ironia, o autor da Lei do Desarmamento, senador Gerson Camata, ex-governador do Espírito Santo, foi assassinado dia desses por um ex-assessor com uma arma ilegal. Ora, legalizar armas não vai levar bandidos a comprá-las. Eles não precisam disso. Já têm mercado garantido para suas compras nas fronteiras nacionais.

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Na área internacional, o Brasil, via BNDES, financiou obras em ditaduras de esquerda pelo mundo a fora, hoje caloteadas – a exemplo de Venezuela e Bolívia – tudo em segredo.

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Na educação, o Brasil é dos últimos no ranking do conhecimento em qualquer nível e em qualquer área.

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Na saúde, o Brasil tem o retorno de epidemias por falta de cobertura vacinal. Hospitais vivem à míngua de recursos; a população não tem acesso a remédios e na área médica vivemos dependentes de ações como o Mais Médicos, via profissionais estrangeiros, como se não tivéssemos, no país, mais de 440 mil médicos e como se não formássemos, todo ano, 25 mil novos profissionais da área. O indicativo é de que faltam incentivos e políticas adequadas, não exatamente profissionais médicos para o trabalho.

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POIS BEM.

Tanto em Santa Catarina quanto no Brasil, as críticas, com narrativas fantásticas, algumas até bem construídas, repetem os mantras da esquerda ou dos derrotados. No meio delas, a observação de que quem está assumindo não tem expertise e pode, por isso fracassar. Rebater isso é fácil. Basta olhar o que estamos vivenciando. Foram os espertos e os ladinos que nos jogaram neste atoleiro, neste buraco sem fundo.

Derrotados cujos privilégios estão indo embora, tanto em nível nacional como estadual, por certo reagirão sempre. Cada vez com mais intensidade, até perceberem que, finalmente, estão fora. A ficha ainda não caiu. 

Não podemos augurar perfeições. Afinal, um carro descontrolado a 200 por hora não se freia em dez metros. Erros ocorrerão. Mas pelo menos, diríamos, serão erros novos e sem os vícios manjados de sempre.