Alargamento da praia nos finalmente

Definida a licitação para escolher a empresa responsável pela obra do alargamento da faixa de areia da Praia Central de Balneario Camboriú. Depois disso, a intenção do governo é iniciar a obra em maio e concluí-la, ao menos nesse estágio, antes da próxima temporada. Sem contar eventuais condicionantes e embaraços nas próprias licitações, como embargos e outros. Depois, é correr atrás da LAI (Licença Ambiental de Implantação), outra epopéia de tamanho regular. E, por último, a LAO (Licença Ambiental de Operação), a pior de todas.

O financiamento deste primeiro momento está aprovado pela Câmara (R$ 85 milhões), através de financiamento do Banco do Brasil, com carência de um ano após a obra pronta e prazo de 10 anos para quitar. O município precisará complementar esse valor, pois o custo será um bocadinho maior, algo em torno de R$ 100 milhões.

Depois disso, a urbanização, objetivo maior do próprio alargamento - com geração de espaços de lazer, conforto e mobilidade. Pista para prática de exercícios, espaços para a prática de esportes. Mas o mais importante de tudo é a promessa de uma higienização no visual - com a implantação de equipamentos em número e volume não tão poluentes como hoje. Dizem que coisas modernas e mais funcionais, sem a multiplicidade abusada atual, um exagero que se foi permitindo em todos os governos.

Há um medo natural, pelos precedentes existentes, do presente e do passado, que haja uma deturpação de tudo por falta de critérios, de regras e de fiscalização. E por permissividade a partir de jogos de interesses daqui e dali. O que existe atualmente comprova isso com fartura indiscutível.

Ou seja, de nada adiantará imaginar-se algo grandioso e moderno e, de repente, cair-se na mesma esparrela de privilégios de ocupação de espaços, com privatização indecente de um lugar público de alta frequência como a Praia Central.