Fabrício profissionaliza o governo na fase decisiva

As mudanças na estrutura do governo de Fabrício Oliveira demonstram a opção pelo profissionalismo puro e simples, num momento (o segundo tempo do jogo, ultrapassada a primeira metade do governo) em que se torna necessário privilegiar boas técnicas, ampliar os relacionamentos, exterminar os atritos ou reduzi-los consideravelmente, e, last but not least, higienizar a administração dos mais realistas que o rei, os individualistas – ou os que entraram lá e, na euforia de achar que haviam tomado o poder além do poder do prefeito, tentaram fazer um jogo surdo de boicotes e pressões, até perseguições tolas e inúteis.

Mudanças foram ocorrendo em função de conflitos, é verdade, mas agora estão ocorrendo por simples conjugação do verbo governar. Lá estão (seria inimaginável lá atrás, no albor da administração) Mazoca, agora entrando Rosan da Rocha e David Queiroz (sai a ferocidade explícita e entra o pragmatismo diplomático e o conhecimento). Daqui a pouco, Valdir Valendowski, conforme dizem.

Internamente mudanças já ocorreram, melhorando o andamento da máquina. Muitos acham ser a presença deste ou daquele vital para a gestão – embora sejam, no fundo, apenas fariseus sedentos de armas para detonar adversários.

Uma administração é, antes de tudo - ou deveria ser -, conciliadora dos interesses políticos (dizia Nereu Ramos ser a política a arte de convivência dos contrários) no comando das coisas da cidade ou do Estado ou da Nação. Fica complicado acreditar nisso na hora de disputar espaços, sabe-se. Porém, há como resolver com diálogo, discernimento, jogo claro e aberto. E isto vale para governo e oposição, de igual para igual.

Fabrício tem formulado alterações pontuais e até por atacado na estrutura de governo. Por isso virou alvo de críticas aqui e acolá. Mudanças são assim mesmo: elas chocam seja para qual lado forem.

No caso das indicações até aqui tem havido sucesso. O prefeito, acertadamente, abandonou os critérios puramente políticos, até partidários, e resolveu apertar a moleira da criança, na busca de caminhos para resolver brechas e inconveniências.

Não dá para ser sentimental ou caridoso com companheiros, se isto não resolver o principal. Afinal, de agora em diante, o jogo é mais sério, pois começa a etapa decisiva do mandato.

E sucessão será o nosso próximo assunto aqui.