Despoluição e saneamento: não há soluções mágicas e rápidas

A entrevista do prefeito, anunciando medidas práticas e efetivas para atacar a poluição das águas e o saneamento da cidade em sua amplitude máxima, deixou claro: não há soluções mágicas. Sem projetos sérios e ininterruptos nada se concretizará. Não há soluções mágicas, fáceis e nem rápidas. Porque a problemática está incrustrada no âmago da cidade desde sempre, a começar pelas ocupações desordenadas e pela falta de legislação forte e fiscalização eficaz. No decurso do tempo houve uma libertinagem criminosa nesses aspectos.

O prefeito Fabrício Oliveira, com ou sem pressão, nem importa isso agora, está adotando as medidas convenientes. Criticam-no por isto, por detalhes e por referenciais técnicos, pela oportunidade de fazer isso ou aquilo antes ou depois, mas o fato é que, ao longo de décadas (quatro décadas, por baixo), ninguém, ninguém mesmo, assumiu com tanta força e vontade uma obra de magnitude absurdamente importante para a cidade e seu futuro.

Ao longo dos tempos, se tão fácil fosse, os antigos gestores e mesmo as decantadas "forças vivas" e representações variadas, teriam adotado as soluções que hoje muitos criticam ou conceituam como tardias ou demoradas. 

No meio disso tudo há os oportunismos políticos, econômicos, corporativos e empresariais, até, com os quais o poder público está lidando e vai lidar até o fim dos tempos. É preciso força e discernimento para fazer de um limão uma limonada, contornar essas adversidades e torná-las fatores de avanço. Enfim, descartar o que de ruim saia dai e o que de bom possa produzir. Críticas e contrariedades sempre existirão. Sejam elas conscientes e proveitosas ou simplesmente ineptas e esdrúxulas. O jogo é pesado.

Depoimentos importantes, como o de Isaque Borba Correia, um dos maiores conhecedores e críticos do estado do Rio Marambaia (porque mora ali desde sempre), reconheceu esta semana que as medidas entronizadas pelo prefeito Fabrício Oliveira - atacando agentes poluidores diretamente -, deu bons resultados: reduziu o mau cheiro (quase eliminou) da água do Marambaia e a deixou mais limpa. Outros depoimentos neste sentido são expressos nas redes sociais. E isto é a prova de que os resultados começam a surgir. Mas não pode parar e nem diminuir a fiscalização e as pressões sobre o despejo de dejetos no rio. Pelo contrário.

Mais ainda, como está em matéria produzida pela assessoria do prefeito, além das ações macro, o prefeito também está adotando ações pontuais nos cursos d'água e áreas afetadas. 

Na realidade, críticos todos somos das mazelas da cidade. E precisamos ser. Necessário, todavia, reconhecer e cooperar com as medidas saneadoras e os esforços verdadeiros para resolver. Aqui tem.