Os militares no governo, hoje mais do que ontem

A sanha da crítica pela crítica, na tentativa de oprimir alguém, seja governo ou pessoa, leva à estratificação da bobagem.

Ultimamente, a indicação do novo titular do Ministério da Educação levou opositores de Bolsonaro a dizerem ser ele - o substituto - mais um "olavate" (seguidor do "filósofo" Olavo de Car(v)alho. Primeiro, fica difícil entender como um cara como o OC exerce toda essa influência no atual governo. O homem é terrível. Sem sentido nenhum. Segundo, afirmaram, sem qualquer pejo, ser a indicação do novo ministro uma "derrota" dos militares integrantes do governo. Ora, infantilidade tem lugar e momento. O governo atual tem mais ministros militares do que os governos militares (qualquer um dos presidentes do regime militar - Castelo, Costa e Silva, Médici, Geisel ou Figueiredo). Além disso, o próprio presidente é militar e o vice também, com hierarquia invertida na relação da graduação militar (capitão x general) com o poder civil (presidente x vice). Afirmar que isso significa uma "derrota" é meio vesgo.

Os militares, perceba-se são os menos criticados em qualquer análise da imprensa de esquerda (quase toda ela). São quase isentos de críticas. Sabe-se lá se é medo ou precaução ou de tudo isso um pouco. Ou porque, afinal, eles tem mais traquejo para o exercício de suas funções e o fazem de maneira parcimoniosa e sem entrar demais em jargões bombásticos ou frases infelizes. Exceção de Mourão, que, como vice, de vez em quando tá uns taquaraços de leve e sai de fininho.

A força deles dentro do governo é, portanto, inegável e clara demais. Com eles há pouca ou nenhuma altercação dentro do próprio governo, a não ser pelo próprio Olavo, que os tenta colocar em atrito com o presidente, sem êxito. Porque, parece, o próprio Bolsonaro, por ser do meio e por tê-los indicado, guarda essas coisas com certa reserva, pois ele mesmo evita falar sobre a atuação dos seus ministros militares tanto quanto fala e comenta sobre seus ministros civis. Não é bobo. Conhece o rufar dos tambores.

Os milicos são fortes como nunca foram. Nem quando tinham o mando absoluto, sob exceção institucional.