Bolsonaro em SC: faltou eficiência de agenda, com todo o respeito

Nada mau ter um presidente visitando o Estado e ainda pela primeira vez. 

Bolsonaro veio, atendendo convite dos Gideões Missionários, na sua 37ª Edição. Mérito pra eles. Tradução: o estado, através de suas lideranças administrativas e políticas perderam o bonde. Se o tivessem convidado por outras razões, ele teria vindo. Se não houvesse razões, inventassem uma. Não nos condenem, antes de ouvir: bom que tenha vindo, mas faltou alguma coisa. Talvez uma coisa fundamental: ele veio sem qualquer outro tipo de agenda. Sequer como portador de algo mais consistente para o desenvolvimento e os interesses de Santa Catarina. Temas não faltam: BR-470, Porto de Itajaí, contorno viário de Florianópolis, BR-282, Ferrovia do Frango. Os Gideões, mérito se lhes dê, se anteciparam. Entretanto ali só prevaleceu o conteúdo religioso, ideológico e político, com o demonstração de inegável popularidade do presidente, apesar de tantos detratores à sua imagem. Faturou bem neste sentido, mas nós esperávamos mais,, justamente porque, como ficou evidente, o povo daqui lhe tem carinho. Quem sabe se recupera em seguida, reduzindo o vácuo deixado.

Faltou assessoria. Principalmente faltou foi iniciativa dos nossos políticos, interessados nas suas prioridades político-pessoais e nos seus discursos de efeito teórico ao invés de se juntarem e comporem uma pauta para atrair e consubstanciar devidamente a visita presidencial. Fica mais bonito posar ao lado do presidente e fazer proselitismo vazio. Cada um jogou pra si, tocando um instrumento diferente e sem seguir partitura - tal qual a famosa "Filarmônica Desterrense", de saudosa memória na abertura dos carnavais de Floripa, onde cada um fazia como bem queria.

Chance de ouro perdida. Outra. Vamos ficar recordistas.