Vice-governadora aqui esteve, nada disse e nada trouxe; visita inútil

Fui na reunião da vice-governadora com forças da cidade no Sinduscon, nesta quarta-feira, 23. Lá, fiquei sabendo que o encontro era fechado (em tese) e a imprensa estava fora. A pedido da vice-governadora e sua assessoria. Não se poderia gravar nada durante o evento. Estranhando a situação, acolhi, fiquei por lá um pouco, bati uns retratos (não vedados), mas foi só.
A acolhida do Sinduscon foi perfeita, até onde dependia do seu pessoal. Simpatia de sempre, lanchinho básico, papos saudáveis e cumprimentos efusivos. E a permissividade possível, no que estava ao seu alcance.
Presenças marcantes, do prefeito e vice a vereadores e empresários da cidade. Surpresa: ouvidos apelos e pedidos da cidade, a vice-governadora nada garantiu, pois nem poderia. Afinal, depois ficou claro, ela veio apenas fazer política.
A reação não foi das melhores, apesar de muitos, por educação e republicanismo, terem evitado criticar ou observar a inconveniência. Outros deitaram falação crítica, como o vereador Marcelo Achutti.
Enquanto isso (e foi o pior), o Estado negava andamento normal à obra do Centro de Eventos, deixando no limbo a garantia de sua abertura - jogando-a para data incerta e não sabida. Aduzindo-se a isso o fato de o governador Carlos Moisés fazer uma banana para a cidade e região desde que assumiu, mas isso nem é novidade, pois outros governos fizeram a mesma coisa. A questão é, como dizem, que ele, bem votado por aqui, prometeu inovar - ou fazer diferente. Está mais igual que os anteriores.
A melhor política que a vice-governadora poderia ter feito por aqui seria trazer boas novas em obras e serviços, não papo furado e etéreo.
Somos o vértice do Triângulo das Bermudas do progressista e politicamente mal representado Litoral Norte. Não é à toa que temos apenas uma representante na Assembleia (Paulinha, do PDT) e nenhum na Câmara Federal. Só para comparar, o sul do Estado (regiões de Criciúma - Carbonífera - e Vale do Araranguá), com praticamente o mesmo número de eleitores da Amfri (entre 420 e 440 mil eleitores), tem oito estaduais e três federais (Daniel Freitas, Geovânia de Sá e Ricardo Guidi - por coincidência, todos com base em Criciúma). Em algum lugar estamos errando há tempos, de eleição em eleição.
E talvez aí a gente possa entender a razão do abandono. Ou não?