No episódio do trânsito no túnel do Nova Esperança, houve falha e omissão

Tanto a Polícia Rodoviária Federal quanto da Autopista Litoral Sul, voltaram atrás na decisão tomada na sexta-feira (22) e determinaram que será implantada a mão única na Marginal Oeste sentido norte-sul, e, também, adotada mão inglesa no túnel sob a BR-101 na ligação dos bairros Nova Esperança ao São Judas, em Balneário Camboriú.

Enquanto isso, passa a valer o projeto de trânsito para o local feito pela Autopista que será fiscalizado pela Polícia Rodoviária Federal. Quem vier do bairro Nova Esperança só poderá ter acesso ao Bairro São Judas e Barra passando pelo trevo próximo ao Speedway Music Park.
A Autopista admite reabrir o tráfego se a prefeitura implantar semáforo no local, o que, fala-se, está sendo encaminhado.
A Autopista alega que o Município havia concordado com as mudanças agora adotadas, conforme ata de reunião ocorrida em 16 de outubro passado onde foi discutido este assunto com representantes da Prefeitura.

A prefeitura confirma, mas alega que não se falou em datas naquela reunião, mas a verdade é que deixou o barco correr e também não cobrou prazo. Na omissão, a Autopista decidiu. O setor de trânsito e a Secretaria de Segurança deveriam fazer o mea culpa e não ficar jogando a questão pra frente, tirando a responsabilidade de seus ombros. Falharam feio por preguiça de acompanhar o fato, como deveriam fazer. Mas esta é só a minha opinião, aberta a contraditórios e debate.

Segundo consta de matéria veiculada pelo jornalista Gian Del Sent, funcionários da prefeitura sabiam das mudanças nas marginais há mais de um mês e calaram, não levando as informações aos setores competentes para eventuais providências ou demandas.

Segundo cita, estavam na reunião com a Autopista, em Joinville, e assinaram a ata do encontro os servidores Vladimir Trautwein (diretor de planejamento), Carlos Santi (ex-diretor de trânsito), Fernando Marchiori (gestor do Fumtran) e Rubens Spernau (Gestor do FETPC).

Como se vê, nada foi surpreendente assim. Sem timing. Burocracia meia boca. E tudo reflete, infelizmente, na gestão governamental como um todo, sobrando todas as bombas para serem detonadas nas mãos do prefeito, agora tendo que lidar com os reflexos negativos da medida. 

(Imagem: Google Earth)