Poucos são chamados, mas só um será escolhido: é a eleição

Muitos regozijos prematuros sobre nomes concorrentes à prefeitura de Balneário Camboriú. Sem avaliar nomes, pressupondo todos com direito a querer e todos bons candidatos, difícil imaginar todos assumindo a candidatura. Creio serem alguns apenas ensaios de valorização dos nomes e outros nem tanto - há mesmo pretensões reais. Daí a ter carga de votos e apoios suficientes é outra história. Eleição municipal é ombro a ombro. Conta muito capacidade de comunicação, é verdade. Trabalho realizado, é verdade. Mas o essencial, lá na frente, é equipe, organização, estrutura, capacidade de mobilização, currículo e folha de serviços e, last but not least, recursos disponíveis - enfim, grana, além do fundo partidário. Em eleição municipal, muito fechada, só papo não resolve muito, com exceções honrosas e raras.

Hoje só Fabrício Oliveira é efetivamente candidato. Por não precisar se desincompatibilizar para ir à reeleição, leva vantagem, ainda que dentro das regras da lei, sem poder fazer um monte de coisas que possam simbolizar campanha política com recursos públicos. Estar ali, visível e simbólico, porém, é um fato. E pode, nos programas eleitorais, mostrar suas obras e serviços.

O segredo, tanto em relação a ele como aos demais, é a boa comunicação. E aí esbarramos num ponto crucial, que atinge a todos. Sabendo-se que comunicação não é só sair mostrando isso e aquilo, que fez ou não fez, que disse ou não disse, mas ter capacidade de galvanizar a opinião pública e convencer o eleitor.