Conflito de análises de balneabilidade causam confusão informativa

Há um claro conflito entre as análises de balneabilidade obtidas por coletas da Emasa e do IMA (Instituto do Meio Ambiente do Estado). Critérios são idênticos, baseados em resolução do Conama, de 2000. Quanto a isso, nenhum reparo. 

Pode-se, no entanto, questionar a periodicidade. Enquanto o instituto contratado pela Emasa e com a mesma credibilidade faz três análises semanais, o IMA faz uma. Assim, dificilmente inexistará discrepância. Primeiro pela própria periodicidade, segundo pela divulgação. O IMA divulga seus resultados dois dias ou três depois do procedimento de coleta. Parece muito lógico que, nesse interregno de tempo, tudo pode mudar: tanto o impróprio passar a próprio, quanto o próprio passar a ser impróprio. No fundo, a informação acaba sendo irreal. 

Em debate no Facebook sobre isso, o ambientalista Gil Koeddermann sugere a coleta no mesmo momento, simultaneamente, entre Emasa e IMA, para sanar qualquer dúvida, independente se a empresa municipal faça mais duas vezes na semana. Seria a prova provada da realidade. 

Não confere a crítica segundo a qual alguém estaria errando ou mentindo. Há é discrepância de períodos e métodos de divulgação. Bom lembrar que, para consumo público, vale a placa do IMA na orla, indicando a condição da água do mar. Como faz? Troca pela da Emasa? Pior de tudo é que, para efeito geral, estadual ou nacional, vale o relatório do IMA.

Colocando lado a lado os resultados do IMA e da Emasa, em relação aos pontos de coleta da Lagoa de Taquaras, em frente à rua 1001, em frente à rua 3000 e em frente à rua 4900, as diferenças são claras: enquanto na análise da Emasa estes pontos foram considerados próprios, na do IMA foram considerados impróprios. Aliás, todos os pontos são considerados próprios pelo instituto contratado pela Emasa há pelo menos quatro coletas consecutivas.

Ponto positivo, porém, no caso de ambas as coletas: o Pontal Norte, tradicional ponto de impropriedades, foi considerado próprio. Uma significância interessante, eis que sempre foi aquele ponto perene motivo de preocupação quanto à impropriedade do mar no local.

Um bom entendimento político, nesta altura, seria bom para IMA e Emasa: combinar coletas nos mesmos dias, locais e horários. Todas as dúvidas seriam extirpadas sobre as análises, afinal. Alguém teria que dar a mão à palmatória e tudo estaria resolvido na boa. Por que não?