O Drauzio Varela que condena e absolve ao mesmo tempo

Nem batom na cueca no avesso é tão complicado de explicar como tentam explicar alguns o abraço do Drauzio Varela a um estuprador e pedófilo, assassino de criança com requintes de extrema crueldade. Tentativa de lacração nada heróica. Ainda mais pelo que ele já conceituou sobre o tema estupro e pedofilia em tempos recentes (TEXTO ABAIXO), agredindo tudo o que faz e prega agora. É um descarado. Às vezes penso que o cérebro dessa gente cozinhou demais e passou do ponto.

Fizeram um triste espetáculo e tentaram empurrá-lo goela abaixo como um ato de amor e, como insistiram, empatia. Empatia, claro, para um só lado e nunca o da vítima ou vítimas. Pior ainda pelos detalhes do crime.

O impacto do estupro sofrido em casa ou fora dela tem consequências físicas e psicológicas terríveis e duradouras.

De qualquer maneira, ao afirmar, instado, ser "médico e não juiz", sobre não haver procurado saber a razão do crime e acendrar o vitimismo do abraçado para justificar sua própria atitude, o médico mentiu a si mesmo e a todos, como comprova artigo publicado em seu blog pessoal em 2017 (trechos principais sintomáticos):

"...Os números são assustadores: dos 22.804 casos de estupros que chegaram aos hospitais no ano passado, 3.526 foram coletivos, a forma mais vil de violência de gênero que uma mente perversa pode conceber. Segundo o Ipea, 64% das vítimas eram crianças e adolescentes."
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"...A vítima típica é a criança indefesa, insegura emocionalmente, que chega a ser ameaçada de morte caso denuncie o algoz. O predador tira partido da ingenuidade infantil, das falsas demonstrações de carinho que confundem a menina carente, do medo, da impunidade e do acobertamento silencioso das pessoas ao redor."
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"...O impacto do estupro sofrido em casa ou fora dela tem consequências físicas e psicológicas terríveis e duradouras. O estuprador pratica um crime hediondo que não merece condescendência e exige punição exemplar. Uma sociedade que cala diante de tamanha violência é negligente e covarde."

LEIA O ARTIGO NA ÍNTEGRA AQUI

As mudanças morais precisam ser de cima pra baixo e de baixo para cima, sem viés ideológico de qualquer matiz. Moralismo barato.