Alerta sobre coronavírus tem pelo menos sete anos e governos do mundo comeram moscas

Matéria de 11 de junho de 2013, publicada pelo site G1 e de autoria da agência Reuters, reproduz um alerta científico sobre o coronavírus. Começa dizendo que a Organização Mundial da Saúde (OMS) que o novo coronavírus teria potencial para se transformar em uma pandemia. Isso desmonta a afirmação de que a OMS se omitiu quanto a este fato. E a falsidade da informação quanto a essa omissão está na continuidade de matéria: a OMS orientou profissionais de saúde do mundo a atentarem aos sintomas da doença.

O texto fala ainda de duas variantesde gripe aviária capazes de infectar os seres humanos: a H5N1 (que surgiu em 2003) e a H7N9, surgida na China em março de 2013. Na China, vejam bem. De novo.

A OMS à época, inclusive, incorporou lições da gripe suína A - H1N1, que matou 200 mil pessoas (2009/2010).

Trecho de alerta da matéria:

"A preocupação internacional com essas infecções é elevada, porque é possível que esse vírus se desloque pelo mundo. Já houve vários exemplos em que o vírus se transferiu de um país para outro por intermédio de viajantes", disse a OMS.

Mais adiante:

"Consequentemente, todos os países do mundo precisam assegurar que seus profissionais de saúde estejam cientes do vírus e da doença que ele pode causar, e que, quando casos inexplicados de pneumonia forem identificados, o Mers-CoV (coronavírus) seja considerado."

(LINK DA MATÉRIA ORIGINAL AQUI)

Vê-se, por aí, que o sentido das discussões hoje de quem, por que, quando, como, quanto, o que, qual, etc. e tal, cai no vazio. Todos os governos do mundo dormiram no ponto feio. A ciência também pouca bola deu. Todos, após sete anos de alerta, ficaram inertes, comendo mosca. O resultado está aí. Nem os países de primeiríssimo mundo cuidaram de atentar para o alerta. Ficaram preocupados com seus umbigos, na disputa plutocrática de sempre.

Nos países de terceiro e quarto mundo nem leitos, nem médicos suficientes, nem pesquisas adequadas, nem UTIs, nem remédios foram criados. 

E aí está o tom trágico dessa leniência global.