Vamos falar de riscos e estatísticas de casos de coronavírus no Brasil?

(De Leandro Narloch, no twitter) - Por que o Sul teve uma parcela tão baixa das mortes brasileiras por Covid? Região bem conectada com SP e Europa, índices de isolamento menores que SP, AM ou CE. Com 15% da população brasileira, teve menos de 3% das mortes do país. Algum fator está nos escapando. Qual?

Escrevi, em adendo, buscando dados concretos, para efeito de debate:

Nove estados (SP, RJ, CE, AM, PE, PA, MA, BA, ES) registram 11.800 mortes por coronavírus (média de 1.311 por estado), das 13.149 totais. Os demais 17 estados mais o DF, somados, registram 1.349 mortes (média de 74,9 casos por estado).

Se discutirmos população e densidade demográfica como fatores principais de risco:
Amazonas tem 4,1 milhões de habitantes; o Maranhão equivale a SC (mais de 7 milhões) e o Pará tem um pouco mais do que SC. Há, portanto uma equivalência em termos de tamanho de população. Como referência comparativa, o Paraná tem quase 12 milhões de habitantes e o Rio Grande do Sul, quase 11 milhões e ostentam dos menores índices de infectados e mortos, em números absolutos ou relativos em nível nacional. Tem algo aí que não bate no argumento população x riscos.

Falando apenas do segundo maior estado do país, MG:

MG: 21 milhões de habitantes, segundo do Brasil.
Números de covid-19: 3.733 casos e 135 óbitos, em seus 853 municípios, incluindo a capital, Belo Horizonte, com seus mais de 2,5 milhões de habitantes, 32 municípios acima de 100 mil habitantes e destes, quatro acima de 400 mil (Uberlândia, 670 mil; Contagem, 650 mil; Juiz de Fora, 560 mil; Betim, 462 mil). População essencialmente urbana, apesar de um vasto e lindo interior. Qual o segredo de Minas ante os números de SP, RJ, CE, AM, PA, MA, BA, SC, ES na relação população x casos de coronavírus? Alguém sábio explica?

De resto, um único fator impossível de ser desconhecido e é indiscutível: estão metendo a mão no dinheiro destinado ao combate à pandemia. Uma festa de corrupção. 

Finalmente, as discussões são reducionistas: se a gestão do combate vai bem, mérito de prefeitos e governadores. Se vai mal, culpa do presidente, como declararam o governador do Maranhão e o prefeito de Manaus, estado e capital infestados de casos, enquanto Minas navega em mar de almirante ou voa em céu de brigadeiro.