Maia preconiza volta do Imposto Sindical ou sucedâneo

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu a necessidade de uma “reorganização” do papel dos sindicatos brasileiros. Para o parlamentar, a reforma trabalhista aprovada em abril de 2017 enfraqueceu as entidades representativas dos trabalhadores que, atualmente, enfrentam dificuldades para custear suas ações.

“A votação da lei trabalhista que eu conduzi teve um papel importante. De fato, a legislação brasileira, não estimulava o emprego e não protegia o trabalhador. Havia um poder excessivo nos sindicatos, mas o outro lado [patronato] formou maioria e levou o pêndulo para um lado que, agora, precisa ser reorganizado em um ponto de equilíbrio”, disse Maia ao participar de uma webconferência realizada pelo Grupo Prerrogativas.

“Acho que a legislação trabalhista foi modificada de forma correta, mas acho que na questão dos sindicatos ela foi dura demais”, acrescentou Maia pouco após defender a importância da atividade sindical para a democracia. “Não podemos nos esquecer de que o principal ato inicial quando Hitler virou chanceler [da Alemanha] foi acabar com os sindicatos.”

Para o presidente da Câmara, é preciso “construir um caminho” que permitam às organizações financiar-se. “Não tenho dúvida nenhuma de que os sindicatos têm que ter condições de financiar seu trabalho de representação na sociedade. Não com aquele mesmo volume de financiamento que gerava uma distorção e que acabou gerando uma reação da sociedade, mas é bom termos os sindicatos participando da nossa vida democrática. Hoje, muitos deles enfrentam dificuldades, o que não é bom”, ponderou Maia.

AGENCIA BRASIL

NOTA:

  1. Parece muito clara a defesa, por parte do presidente da Câmara, da volta do Imposto Sindical ou um substituto parecido para "financiar" os sindicatos.

  2. Buenas, primeiro tem que redimensionar os territórios e a quantidade de sindicatos. Há sindicatos para representar empregados de sindicatos.

  3. Os sindicatos precisam ser submetidos à prestação de contas pelo TCU, o que atualmente não é previsto.

  4. Se os sindicatos têm dificuldades, o primeiro caminho é que seus representados paguem mensalidades para isso. Pois se nem os interessados (os empregados) acreditam no seu sindicato, porque o governo ou nós todos temos que acreditar?

  5. Se existe a liberdade de sindicalização, deveria ter, como está agora, a liberdade de colaborar ou não com qualquer tipo de mensalidade ou contribuição. Se o sindicato representa liberdade de uma categoria, os integrantes da própria categoria precisam ser a mesma liberdade de querer ou não ser vinculado ou pagar por isso. É simples.